| Disciplina | Tópicos Especiais em Biotecnologia: Propriedade Intelectual e Patenteamento sob a Ótica da Biodiversidade Amazônica |
| Código | BTC-014.108 |
| Tipo | Optativa |
| Nº de créditos | 2 |
| Carga Horária | 30 Teorica / 0 Prática |
| Período | 02/2026 |
| Nº de Vagas | 30 |
| Turma | PA-02 |
| Período das Aulas | 05/10/2026 a 30/11/2026 |
| Observações | Quintas-feiras das 14:00h às 18:30h PRESENCIAL (Sala 220 do Núcleo Tecnológico de Laboratórios – NTL UFOPA - Santarém) |
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A disciplina conduz o doutorando do projeto de pesquisa ao pedido de patente em biotecnologia, com foco na biodiversidade amazônica. Apresenta os fundamentos do sistema de propriedade intelectual e a atuação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI); as modalidades de proteção e os requisitos de patenteabilidade; a busca de anterioridade e a prospecção tecnológica; e a estrutura do pedido de patente. Examina a bioprospecção de produtos naturais amazônicos e o desenvolvimento de bioprodutos e bioprocessos patenteáveis e oferece, de modo resumido, um panorama do marco regulatório de acesso ao patrimônio genético (SisGen / Lei nº 13.123/2015) e dos níveis de maturidade tecnológica (TRL). A maior parte da carga horária é dedicada a uma oficina criativa de redação de pedidos de patente, na qual cada aluno desenvolve, a partir do próprio trabalho de tese, um escopo reduzido de pedido de patente, apresentado ao final da disciplina. Objetivo geral Capacitar o doutorando a identificar invenções e redigir um escopo reduzido de pedido de patente a partir do próprio trabalho de pesquisa em biotecnologia com a biodiversidade amazônica, percorrendo o caminho do projeto de pesquisa à patente. Objetivos específicos a)Compreender a estrutura e o funcionamento do sistema de propriedade intelectual e a atuação do INPI. b)Diferenciar as modalidades de proteção da propriedade industrial e reconhecer a mais adequada a cada tipo de resultado de pesquisa. c)Aplicar os requisitos de patenteabilidade e realizar buscas de anterioridade e prospecção tecnológica em bases nacionais e internacionais. d)Reconhecer, de modo resumido, o marco regulatório de acesso ao patrimônio genético (SisGen / Lei nº 13.123/2015) e os níveis de maturidade tecnológica (TRL) aplicáveis a bioprodutos amazônicos. e)Identificar, no próprio trabalho de tese, resultados com potencial de proteção patentária. f)Redigir os elementos de um pedido de patente: relatório descritivo, reivindicações, resumo e desenhos. g)Elaborar e apresentar um escopo reduzido de pedido de patente fundamentado na própria pesquisa. Conteúdo programático Unidade I — Fundamentos de Propriedade Intelectual e Patentes (10h) •Sistema de PI no Brasil e no mundo; INPI, OMPI/WIPO; Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). •Modalidades de proteção da propriedade industrial e segredo industrial. •Requisitos de patenteabilidade e matérias não patenteáveis. •Busca de anterioridade, prospecção tecnológica e mapas de patentes. •Estrutura do pedido de patente; trâmite no INPI e PCT. Unidade II — Bioprospecção e Contexto Regulatório (6h) •Bioprospecção da biodiversidade amazônica: do screening ao insumo patenteável. •Biotecnologia aplicada: bioprocessos, bioprodutos, biofármacos, fitoterápicos e cosméticos. •Panorama resumido do SisGen (Lei nº 13.123/2015) e dos níveis de maturidade tecnológica (TRL). Unidade III — Oficina Criativa: do Projeto de Pesquisa à Patente (14h) •Identificação do invento a partir dos resultados da tese. •Busca de anterioridade aplicada ao projeto do aluno. •Redação do relatório descritivo. •Redação de reivindicações independentes e dependentes. •Redação do resumo e preparação de desenhos/figuras. •Consolidação e apresentação do escopo reduzido de pedido de patente. Metodologia A disciplina combina aulas expositivas dialogadas e estudos de caso de patentes da biodiversidade amazônica (por exemplo, açaí, copaíba, andiroba, breu-branco e murumuru) com uma oficina criativa de caráter prático, que concentra a maior parte da carga horária. Adota-se a aprendizagem baseada em projetos (Project Based Learning): cada doutorando trabalha sobre o próprio tema de tese ao longo de seis oficinas conduzidas e acompanhadas por mentoria, produzindo progressivamente as partes de um pedido de patente, da identificação do invento à redação de reivindicações. São analisados pedidos reais depositados no INPI como modelos. A disciplina culmina no seminário final, no qual cada aluno apresenta o escopo reduzido de pedido de patente baseado em seu trabalho. 7. Avaliação Instrumento de avaliação Participação e exercícios das oficinas práticas 20% Entregas intermediárias da oficina (busca de anterioridade, relatório descritivo e reivindicações) 40% Trabalho final: escopo reduzido de pedido de patente baseado no próprio trabalho, apresentado no seminário final 40% Cronograma 1 Sistema de propriedade intelectual no Brasil e no mundo: INPI, OMPI/WIPO e a Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996) 2 Modalidades de proteção da propriedade industrial (patente de invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, marca, indicação geográfica, cultivar) e segredo industrial 3 Requisitos de patenteabilidade — novidade, atividade inventiva e aplicação industrial; matérias não patenteáveis (arts. 10 e 18 da LPI) e implicações para produtos naturais 4 Busca de anterioridade e prospecção tecnológica: INPI, Espacenet, Patentscope, Google Patents; construção e leitura de mapas de patentes 5 Estrutura do pedido de patente (relatório descritivo, reivindicações, resumo e desenhos); trâmite no INPI e proteção internacional (PCT) 6 Bioprospecção da biodiversidade amazônica: do screening à molécula e ao insumo patenteável 7 Biotecnologia aplicada: bioprocessos, bioprodutos, biofármacos, fitoterápicos e cosméticos de base amazônica 8 Panorama regulatório e maturidade tecnológica (resumido): acesso ao patrimônio genético e SisGen (Lei nº 13.123/2015) e níveis de maturidade tecnológica (TRL) 9 Oficina I — Identificação do invento: mapeando resultados da tese com potencial de proteção 10 Oficina II — Busca de anterioridade aplicada ao projeto do aluno 11 Oficina III — Redação do relatório descritivo 12 Oficina IV — Redação de reivindicações (independentes e dependentes) 13 Oficina V — Redação do resumo e preparação dos desenhos/figuras 14 Oficina VI — Revisão e consolidação do escopo reduzido do pedido de patente; mentoria individual 15 Seminário final — Apresentação do escopo reduzido de pedido de patente baseado no trabalho de cada aluno | |
| Bibliográfia | |
Básica •BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996 (Lei da Propriedade Industrial). Brasília, 1996. •BRASIL. Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, e Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016 (Marco Legal da Biodiversidade / SisGen). •INPI. Diretrizes de exame de pedidos de patente e Manual para o depositante de patentes. Rio de Janeiro: INPI (edição vigente). •JUNGMANN, D. de M.; BONETTI, E. A. A caminho da inovação: proteção e negócios com bens de propriedade intelectual. Brasília: IEL, 2010. Complementar •WIPO. WIPO Intellectual Property Handbook: Policy, Law and Use. Genebra: World Intellectual Property Organization (edição vigente). •BARBOSA, D. B. Uma introdução à propriedade intelectual. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. •PIMENTEL, L. O. (Org.). Propriedade intelectual e inovação. Florianópolis: Fundação Boiteux. •Artigos selecionados sobre bioprospecção, patentes e bioeconomia da Amazônia, indicados ao longo do curso. | |