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Bionorte
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   Brasil, terça-feira, 25 de Junho de 2019.CPF:Senha:

Rede BIONORTE FRUTNAT

Pesquisas na Amazônia Legal promovem desenvolvimento sustentável da região

A Rede BIONORTE FRUTNAT surgiu em um contexto de muito desconhecimento sobre espécies nativas, pouco valor agregado e quase nenhum trabalho de formação de recursos humanos local. Edvan Chagas lembra que, em 2009, por exemplo, Roraima tinha mais de 30 espécies de fruteiras nativas ainda desconhecidas pela população. "Além disso, não tinha nem curso para formar recursos humanos e nem pesquisadores interessados", aponta Chagas.

A partir de 2010, foi iniciado um programa de pesquisa e desenvolvimento com fruteiras nativas em Roraima e aprovada a Rede Bionorte FrutNat pelo CT Amazônia. Foi criado, então, o primeiro curso de pós-graduação, em 2011, o PPG-Rede Bionorte, englobando os estados de Roraima, Acre, Amapá, Rondônia e Amazonas. Com a aprovação da rede pela Chamada do CNPq, em 2017, foi dada continuidade às ações o que, segundo o pesquisador, é uma das mais importantes preocupações para as pesquisas. "Se não tem continuidade, não chega a lugar nenhum, viram ações pontuais", ressalta.

A Rede atua na gestão do conhecimento sobre a biodiversidade; no apoio à implantação, monitoramento e manutenção de redes de inventário da biota; no estabelecimento de padrões e processos relacionados à biodiversidade; e no desenvolvimento de produtos e usos da biodiversidade.

O objetivo das pesquisas desenvolvidas na rede é aprimorar o conhecimento sobre frutas nativas como o camu-camu, taperebá, araçá e cupuaçu para, entre outros propósitos, desenvolver práticas e processos para o cultivo in vitro e produção de mudas e estudar o comportamento adaptativo, manejo e o potencial e qualidade de sua produção em condições de cerrado e floresta de transição de Roraima.

As pesquisas também buscam agregar valor às frutas, com potencial para gerar renda à população. Para isso, o estudo também pretende formular e caracterizar produtos a partir do fruto do camu-camuzeiro, verificando a manutenção de compostos bioativos, com alto potencial nutricional e funcional, e estudar e analisar a cadeia de produção do camu-camu no Estado de Roraima, visando fomentar a atividade produtiva da cultura e auxiliar na futura tomada de decisões por parte de agentes públicos e privados.

Para disseminar o conhecimento já produzido, estão sendo elaboradas cartilhas ilustradas e atualizados cordéis em linguagem popular visando à popularização dos processos agroindustriais, produção, proteção e valorização dos resultados obtidos com foco nos estudantes de ensino médio e fundamental. Além disso, Edvan ressalta que a Embrapa Roraima tem um programa que busca despertar jovens estudantes de ensino médio e fundamental, por meio da Rede FrutNat o projeto Embrapa Escola, possibilitando que os estudantes despertem suas curiosidades para o fazer ciência. Em 2018, foram contempladas 11 escolas, com centenas de alunos envolvidos.

Outro resultado já verificado é o fortalecimento dos Programas de Pós-graduação por meio do desenvolvimento cooperativo de linhas de pesquisa entre as instituições participantes e professores e pesquisadores dos estados do Pará, Amazonas, Roraima e Tocantins.

Data: 05/06/2019

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

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