| Título | "LESÕES CUTÂNEAS INDUZIDAS TRATADAS COM LECTINAS DAS SEMENTES DAS LEGUMINOSAS Luetzelburgia auriculata E Cannavalia brasilienses." |
| Data da Defesa | 22/07/2025 |
| Download | Em sigilo |
Banca
| Examinador | Instituição | Aprovado | Tipo |
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| Amanda Silva dos Santos Aliança | UNICEUMA | Sim | Membro | | Joicy Cortez de Sá Sousa | UFMA | Sim | Membro | | Lídio Gonçalves Lima Neto | BIONORTE | Sim | Membro | | Luís Cláudio Nascimento da Silva | UNICEUMA | Sim | Presidente | | Rita de Cassia Mendonca de Miranda | BIONORTE | Sim | Membro |
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| Palavras-Chaves | Compostos Bioativos de Plantas; Infecções bacterianas; Infecção de Feridas. |
| Resumo | As lesões cutâneas representam um desafio clínico importante, sobretudo quando complicadas por infecções bacterianas e pela emergência de cepas resistentes a antimicrobianos, como Staphylococcus aureus. Nessas situações, a cicatrização é retardada e o risco de complicações aumenta, o que torna necessária a busca por alternativas terapêuticas seguras e eficazes. Nesse contexto, as lectinas vegetais têm despertado interesse devido às suas propriedades antimicrobianas, imunomoduladoras e cicatrizantes, podendo contribuir em diferentes fases do processo de reparo tecidual. O objetivo desta tese foi avaliar o potencial terapêutico das lectinas vegetais ConBr (Canavalia brasiliensis) e LAA (Luetzelburgia auriculata) em modelos experimentais de feridas cutâneas, investigando a atividade antimicrobiana da ConBr em lesões infectadas por Staphylococcus aureus e os efeitos imunomoduladores e cicatrizantes da LAA em feridas assépticas. No primeiro estudo, investigou-se a ConBr em feridas dorsais infectadas pelas cepas padrão ATCC6538 e clínica multirresistente SA01 de S. aureus. Os animaistratados topicamente com ConBr (200 µg/mL) apresentaram redução significativa da área das lesões, acompanhada pela diminuição da carga bacteriana, sobretudo frente à cepa padrão. Também foi observado aumento da produção de óxido nítrico (NO), sugerindo participação da lectina na ativação de mecanismos de defesa do hospedeiro. Entretanto, não foram detectadas alterações relevantes nos parâmetros inflamatórios, e os efeitos frente à cepa clínica só se tornaram evidentes após dez dias de tratamento, possivelmente em função do seu perfil de resistência. No segundo estudo, a LAA foi avaliada em feridas excisionais assépticas. A aplicação tópica resultou em aceleração do fechamento da lesão, redução significativa dos níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-α e MCP-1) e melhora histológica, evidenciada por reepitelização mais rápida, maior proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno. Esses achados apontam a LAA como moduladora eficaz da resposta inflamatória e indutora de regeneração cutânea em condições assépticas. Nossos trabalhos demonstram que as lectinas estudadas possuem mecanismos distintos: a ConBr foi capaz de controlar a infecção bacteriana e na modular parcialmente mediadores de defesa, enquanto a LAA se destaca pela capacidade de regular a inflamação e favorecer o reparo tecidual. Esses resultados reforçam o potencial biotecnológico das lectinas vegetais como agentes multifuncionais no tratamento de feridas, justificando novos estudos que aprofundem seus mecanismos moleculares e avaliem sua viabilidade em aplicações clínicas. |
| Abstract | Skin lesions represent a significant clinical challenge, particularly when complicated by
bacterial infections and the emergence of antimicrobial-resistant strains such as Staphylococcus aureus. In these situations, wound healing is delayed, and the risk of complications increases, making it necessary to search for safe and effective therapeutic alternatives. In this context, plant lectins have attracted attention due to their antimicrobial, immunomodulatory, and wound-healing properties, with potential contributions at different stages of the tissue repair process. The aim of this thesis was to evaluate the therapeutic potential of the plant lectins ConBr (Canavalia brasiliensis) and LAA (Luetzelburgia auriculata) in experimental models of skin wounds, investigating the antimicrobial activity of ConBr in lesions infected by Staphylococcus aureus and the immunomodulatory and healing effects of LAA in aseptic wounds. In the first study, ConBr was investigated in dorsal wounds infected with the standard ATCC6538 strain and the multidrug-resistant clinical strain SA01 of S. aureus. Animals treated topically with ConBr (200 µg/mL) showed a significant reduction in wound area, accompanied by a decrease in bacterial load, particularly against the standard strain. Increased nitric oxide (NO) production was also observed, suggesting the involvement of the lectin in activating host defense mechanisms. However, no significant changes were detected in inflammatory parameters, and the effects against the clinical strain only became evident after ten days of treatment, possibly due to its resistance profile. In the second study, LAA was evaluated in aseptic excisional wounds. Topical application resulted in accelerated wound closure, a significant reduction in pro-inflammatory cytokines (IL-6, TNF-α, and MCP-1), and improved histological outcomes, evidenced by faster re-epithelialization, greater fibroblast proliferation, and collagen deposition. These findings highlight LAA as an effective modulator of the inflammatory response and an inducer of skin regeneration under aseptic conditions. Our studies demonstrate that the lectins investigated act through distinct mechanisms: ConBr was able to control bacterial infection and partially modulate defense mediators, while LAA stood out for its ability to regulate inflammation and promote tissue repair. These results reinforce the biotechnological potential of plant lectins as multifunctional agents in wound treatment, justifying further studies to elucidate their molecular mechanisms and assess their feasibility for clinical applications. |