Corpo Discente - Egressos

Dayana Tamiris Brito dos Santos Catâneo
Título"SAÚDE ÚNICA EM IGARAPÉS URBANOS E PERIURBANOS DA AMAZÔNIA SUL-OCIDENTAL"
Data da Defesa29/08/2025
DownloadEm sigilo
Banca

ExaminadorInstituiçãoAprovadoTipo
Carolina Rodrigues da Costa Doria UNIRSimPresidente
Elisabete Lourdes do NascimentoUNIRSimMembro
Mariluce Rezende MessiasUNIRSimMembro
Ronaldo de AlmeidaUNIRSimMembro
Wilson Gomez ManriqueUNIRSimMembro
Palavras-ChavesOne Health; bioindicadores; integração de indicadores; Porto Velho, Rondônia.
ResumoA relação entre a saúde dos ecossistemas e o bem-estar humano tem ganhado destaque diante do aumento das pressões antrópicas que ameaçam a integridade ambiental e a oferta de serviços ecossistêmicos essenciais. Este estudo investigou os fatores que determinam a saúde de ecossistemas de igarapés de Porto Velho, Rondônia, e sua relação com a saúde humana em áreas urbanas e periurbanas. Foram amostrados dez igarapés, utilizando uma abordagem multidisciplinar baseada em indicadores físicos, químicos, biológicos (ictiofauna e entomofauna aquática- Odonata, Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera (EPT)), e socioeconômicos. As análises estatísticas incluíram PERMANOVA, modelos lineares generalizados (GLM), PCA, RDA, correlação de Spearman e métricas de diversidade. Os resultados indicam que os igarapés da área urbana estão fortemente impactados pela urbanização desordenada e pela ausência de saneamento básico, refletida na baixa disponibilidade de oxigênio dissolvido (4,41 mg/L), elevados níveis de demanda química e bioquímica de oxigênio (474,64 mg/L e 347,05 mg/L), ferro dissolvido (1,15 mg/L), sulfeto (0,09 na cheia e 0,02 na seca), nitrato de amônia (6 mg/L) e nitrito (12,25 mg/L). As pontuações do IIH variaram de 0,14 (Ig06) a 0,88 (Ig03), refletindo a heterogeneidade ambiental entre os igarapés amostrados, e mostrou-se um fator central para a manutenção da biodiversidade aquática, com igarapés preservados apresentando maior diversidade, riqueza e equitabilidade. Em contrapartida, igarapés degradados registraram elevada abundância de espécies exóticas invasoras (Poecilia reticulata e Oreochromis niloticus). A análise socioeconômica mostrou associação entre renda média e ocorrência de doenças (-0,68; p=0,0304). Além disso, maior distância dos domicílios em relação aos igarapés esteve positivamente associada à integridade do habitat (0,89; p=0,0004), à melhoria das condições físico-químicas da água (-0,71; p=0,0194) e ao aumento da riqueza de peixes (0,85; p=0,0016). O estudo destaca a necessidade de ampliar amostragens, incluir outros grupos biológicos e implementar políticas públicas integradas que priorizem saneamento, educação ambiental e manejo sustentável. A colaboração entre pesquisadores, comunidades e gestores é essencial para mitigar os impactos da urbanização e promover a restauração e conservação dos igarapés urbanos.
AbstractThe relationship between ecosystem health and human well-being has gained prominence due to increasing anthropogenic pressures that threaten environmental integrity and the provision of essential ecosystem services. This study investigated the factors determining the health of stream (igarapé) ecosystems in Porto Velho, Rondônia, and their relationship with human health in urban and peri-urban areas. Ten streams were sampled using a multidisciplinary approach based on physical, chemical, biological (ichthyofauna and aquatic entomofauna— Odonata, Ephemeroptera, Plecoptera, and Trichoptera (EPT)) and socioeconomic indicators. Statistical analyses included PERMANOVA, generalized linear models (GLM), PCA, RDA, Spearman correlation, and diversity metrics. The results indicate that urban streams are heavily impacted by unplanned urbanization and the lack of basic sanitation, reflected in the low availability of dissolved oxygen (4.41 mg/L), high levels of chemical and biochemical oxygen demand (474.64 mg/L and 347.05 mg/L), dissolved iron (1.15 mg/L), sulfide (0.09 mg/L in the wet season and 0.02 mg/L in the dry season), ammonium nitrate (6 mg/L), and nitrite (12.25 mg/L). HII scores ranged from 0.14 (Ig06) to 0.88 (Ig03), reflecting environmental heterogeneity among the sampled streams and revealing its central role in maintaining aquatic biodiversity, with preserved streams showing higher diversity, richness, and evenness. In contrast, degraded streams recorded high abundances of invasive exotic species (Poecilia reticulata and Oreochromis niloticus). Socioeconomic analysis revealed an association between average income and disease occurrence (-0.68; p = 0.0304). Furthermore, greater distance of households from the streams was positively associated with habitat integrity (0.89; p = 0.0004), improved physicochemical water conditions (-0.71; p = 0.0194), and increased fish richness (0.85; p = 0.0016). The study highlights the need to expand sampling, include additional biological groups, and implement integrated public policies that prioritize sanitation, environmental education, and sustainable management. Collaboration among researchers, communities, and decision-makers is essential to mitigate the impacts of urbanization and promote the restoration and conservation of urban streams.
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