| Título | "DIVERSIDADE ESCURA E EXTINÇÃO FUNCIONAL DE ODONATA (INSECTA)EM RIACHOS AMAZÔNICOS" |
| Data da Defesa | 13/05/2025 |
| Download | Em sigilo |
Banca
| Examinador | Instituição | Aprovado | Tipo |
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| Alfredo Pedrosa Santos Junior | UFOPA | Sim | Membro | | Diego Maia Zacardi | UFOPA | Sim | Membro | | Rosa Helena Mourão | UFOPA | Sim | Membro | | Sheyla Regina Marques Couceiro | UFOPA | Sim | Presidente | | Victor Rennan Santos Ferreira | UFNT | Sim | Membro |
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| Palavras-Chaves | Biodiversidade, Características funcionais, Filtros Ambientais, Insetos Aquáticos, Raridade taxonômica e funcional. |
| Resumo | A diversidade escura é quando um conjunto de espécies coocorrem frequentemente em vários
locais, mas por algum motivo, em outros locais com condições parecidas essas espécies não
coocorrem. Se uma comunidade é considerada como tendo um alto nível de diversidade escura significa que existem muitas espécies que estão em risco de extinção. Os filtros ambientais e características funcionais têm grande influência na diversidade escura, moldando a distribuição, abundância e influenciando na capacidade de interação das espécies com o ambiente e com outras espécies. Muitos fatores contribuem para a perda de biodiversidade em ecossistemas dulcícolas gerando a diversidade escura. Com essa perda corremos o risco de perder funções ecológicas importantes caso as espécies desempenhem papeis singulares. Os insetos aquáticos são ótimos modelos na análise da estrutura do ecossistema e consequentemente em suas mudanças, pois tem um rápido ciclo de vida, são diversos, abundantes e amplamente distribuídos. Muitas espécies de Odonata são sensíveis as alterações antrópicas na água ou na vegetação ripária, representando efeitos antrópicos dentro e fora da água. Assim, nosso objetivo foi investigar fatores que podem influenciar a diversidade escura e demonstrar como a raridade funcional e as características individuais da comunidade de adultos de Odonata mudam à medida em que espécies vulneráveis à perda de habitat sejam extintas. O estudo foi realizado em 128 riachos nas cidades de Belterra,
Mojuí dos Campos, Oriximiná, Santarém e Paragominas no estado do Pará. Foram coletados
um total de 4.031 espécimes distribuídos em 42 gêneros e 141 espécies. As espécies que
mais contribuíram para a diversidade escura foram Neoneura luzmarina, Argyrothemis
argentea, Micrathyria artemis, Psaironeura tenuissima, Oxystigma petiolatum e Phasmoneura
exigua. O modelo incluindo Largura das asas anteriores, Comprimento das asas posteriores,
Largura do tórax e Comprimento do abdômen foi considerado o mais adequado para explicar
a variação na diversidade escura indicando que espécies que possuem asas anteriores mais
estreitas, maiores comprimentos de asas posteriores, tórax mais estreitos e menores comprimentos de abdômen contribuem mais para a diversidade escura. Nossos resultados apontam que as comunidades em escala local e regional tendem a perder raridade funcional, diminuir o tamanho do corpo e perder grupos funcionais à medida que espécies vulneráveis à perda de habitat são extintas. Em escala local, a distinção funcional diminui em até 1.02 vezes em relação ao início da simulação após a extinção de 70% das espécies vulneráveis. À medida que as espécies tolerantes são extintas, o valor do tamanho médio da comunidade aumenta em até 1.04 vezes. Esses resultados corroboram a importância de espécies vulneráveis à perda de habitat para a manutenção de funções únicas no funcionamento do ecossistema. Grupos funcionais associados a oviposição endofítica e a termorregulação do VII 8 tipo conformador termal foram os mais propensos a serem perdidos, possivelmente por serem altamente associados com ambientes que possuem maior integridade ambiental. |
| Abstract | Dark diversity refers to the set of species that frequently co-occur across multiple sites but are
absent from others with seemingly similar environmental conditions. When a community is
characterized by a high level of dark diversity, it indicates the presence of many species that
are at risk of extinction. Environmental filters and functional traits exert a strong influence on
dark diversity by shaping species distributions and abundances, and by affecting their capacity
to interact with the environment and with other species. Multiple factors contribute to
biodiversity loss in freshwater ecosystems, thus generating dark diversity. As species are lost,
there is a risk of losing key ecological functions, especially if the missing species perform
unique roles within the ecosystem. Aquatic insects serve as excellent models for analyzing
ecosystem structure and its changes over time, due to their short life cycles, high diversity,
abundance, and broad spatial distribution. Many Odonata species are sensitive to anthropogenic disturbances in water quality or riparian vegetation, thus reflecting human impacts both within and beyond the aquatic environment. In this context, our objective was to investigate the factors that influence dark diversity and to demonstrate how functional rarity and individual traits of adult Odonata communities change as species vulnerable to habitat loss go extinct. The study was conducted in 128 streams across the municipalities of Belterra, Mojuí dos Campos, Oriximiná, Santarém, and Paragominas in the state of Pará, Brazil. A total of 4,031 specimens were collected, representing 42 genera and 141 species. The species that contributed most to dark diversity were Neoneura luzmarina, Argyrothemis argentea, Micrathyria artemis, Psaironeura tenuissima, Oxystigma petiolatum, and Phasmoneura exigua. The model that best explained variation in dark diversity included the following morphological traits: forewing width, hindwing length, thorax width, and abdomen length. This model indicated that species with narrower forewings, longer hindwings, narrower thoraxes, and shorter abdomens contributed more to dark diversity. Our results suggest that, at both local and regional scales, communities tend to lose functional rarity, exhibit reduced body size, and lose functional groups as species vulnerable to habitat loss go extinct. At the local scale, functional distinctiveness decreased by up to 1.02 times compared to the beginning of the
simulation after the extinction of 70% of vulnerable species. Conversely, as tolerant species
went extinct, the mean community body size increased by up to 1.04 times. These findings
underscore the importance of habitat-vulnerable species in maintaining unique ecological
functions within ecosystems. Functional groups associated with endophytic oviposition and
thermal conformer thermoregulation were the most likely to be lost, possibly due to their strong
dependence on environments with higher ecological integrity |