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Startup fundada por egressos da Rede Bionorte conquista segundo prêmio por inovação em bioeconomia na Amazônia
A startup Magnus Amazônia Biotecnologia Vegetal, fundada por egressos do doutorado da Rede Bionorte, conquistou mais um reconhecimento no ecossistema de inovação da Amazônia. A iniciativa recebeu o Troféu Governador Amazonino Mendes, na categoria Empreendedorismo de Base Tecnológica, durante o programa EncirCuito Melhores do Ano 2025, promovido pela RedeTV!, em cerimônia realizada na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no dia 10 de março.
Este é o segundo prêmio conquistado recentemente pela iniciativa, que já havia sido reconhecida com o Prêmio Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente 2025, uma das principais premiações voltadas a iniciativas que promovem inovação e desenvolvimento sustentável na região amazônica.
A empresa foi criada pelos pesquisadores Dr. Daniel da Silva e Dr. Messe Elmer Torres da Silva, ambos egressos do doutorado da Rede Bionorte, e atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas voltadas à produção de mudas clonadas, germoplasma, cultura de tecidos vegetais e tecnologias aplicadas às cadeias agroflorestais da Amazônia.
A premiação reconhece iniciativas inovadoras que contribuem para o desenvolvimento regional por meio da ciência, tecnologia e empreendedorismo.
Para Daniel, a conquista representa não apenas o reconhecimento de uma startup, mas também o fortalecimento da ciência produzida na Amazônia. “Quando uma startup amazônica é premiada, não é apenas um projeto que vence, mas um sinal de que a região está criando suas próprias soluções tecnológicas”, destaca o pesquisador.
Ciência que vira inovação
A Magnus Amazônia nasceu a partir da trajetória científica construída no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte, que reúne instituições de ensino e pesquisa de toda a Amazônia Legal.
Durante o doutorado, os pesquisadores tiveram acesso a laboratórios especializados, intercâmbio científico entre diferentes instituições da região e formação multidisciplinar voltada à aplicação do conhecimento em soluções para a Amazônia.
Essa base científica foi determinante para o desenvolvimento do projeto “Biotecnologia 4.0 como potencializador da inovação e sustentabilidade no mercado de mudas agroflorestais do Amazonas”, que utiliza ferramentas biotecnológicas para ampliar a produção de mudas de espécies florestais e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.
Segundo os pesquisadores, tecnologias de cultura de tecidos vegetais podem reduzir em até 70% o tempo de produção de mudas, enquanto a demanda por espécies nativas voltadas à recuperação florestal cresceu cerca de 30% entre 2021 e 2024.
Além disso, o mercado de mudas clonadas e biotecnológicas na Amazônia apresenta crescimento estimado entre 12% e 18% ao ano, impulsionado por projetos de restauração florestal, agroflorestas e bioeconomia.
Formação científica com impacto regional
“O reconhecimento dos egressos reforça o papel do programa na formação de pesquisadores capazes de transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, disse o coordenador geral da Rede Bionorte, o professor Sandro Percário. “A trajetória da Magnus Amazônia demonstra como a pesquisa desenvolvida na Rede pode ultrapassar os laboratórios e gerar impacto direto na economia e na conservação da floresta”, considerou Percário.
A Rede Bionorte tem como missão formar doutores, promover inovação e estimular o uso sustentável da biodiversidade regional, contribuindo para o fortalecimento da bioeconomia e da ciência produzida na região.
Data: 13/03/2026