Rede Bionorte solicita à CAPES inclusão do IFPA na rede para ampliar interiorização da pós-graduação na Amazônia


A Rede Bionorte formalizou junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) o pedido de credenciamento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) como instituição partícipe do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (PPG-BIONORTE). A solicitação integra um processo iniciado em 2025, quando o próprio IFPA manifestou formalmente interesse em aderir à rede, e que já conta com aprovação do colegiado geral do programa.

O pleito foi encaminhado à Diretoria de Avaliação da CAPES pelo coordenador geral do programa, professor Sandro Percário, como parte da estratégia de interiorização da pós-graduação na Amazônia Legal. A iniciativa reforça o compromisso da Rede Bionorte em ampliar o acesso à formação doutoral em regiões historicamente menos atendidas pelo sistema nacional de pós-graduação.

A solicitação ocorre após reunião realizada na Reitoria do IFPA, que consolidou uma articulação institucional iniciada ainda em 2025, quando a instituição formalizou seu interesse em integrar a Rede Bionorte. O encontro contou com a participação do Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFPA, professor Saulo Rafael Silva e Silva, do coordenador geral da Bionorte, professor Sandro Percário, além do o professor Wandson Braamcamp de Souza Pinheiro, coordenador da Bionorte no Pará. E teve como foco o alinhamento técnico para o credenciamento da instituição ao programa.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do PPG-BIONORTE de ampliar sua capilaridade na Amazônia, levando a formação em nível de doutorado para além das capitais e fortalecendo a presença da ciência em regiões estratégicas do interior.

O possível credenciamento do IFPA representa um avanço importante nesse processo. Com atuação consolidada em 18 campi e perspectiva de expansão para 23 unidades, a instituição possui forte inserção territorial, o que pode potencializar a interiorização da pós-graduação e ampliar o acesso à formação científica qualificada em diferentes regiões do Pará.

De acordo com o professor Wandson Braamcamp, a articulação com o IFPA está alinhada ao propósito de reduzir desigualdades regionais no acesso à formação avançada.

“A articulação com instituições como o IFPA permite levar a pós-graduação para o interior, aproveitando estruturas já consolidadas e promovendo maior capilaridade das ações do programa”.

Interiorização como estratégia de desenvolvimento

A expansão da rede de cooperação institucional responde a um desafio histórico da pós-graduação brasileira: a concentração de programas e da formação de doutores nas regiões Sul e Sudeste. Dados do próprio programa indicam que mais de 70% dos doutores formados no país estão nessas regiões, enquanto a Amazônia Legal responde por menos de 5% desse total.

Nesse contexto, a solicitação de inclusão do IFPA na Rede Bionorte junto à CAPES é considerada um movimento estratégico para ampliar o acesso à formação qualificada e promover maior equilíbrio no desenvolvimento científico nacional.

“A interiorização da pós-graduação não é apenas uma necessidade acadêmica, mas uma ação essencial para reduzir desigualdades regionais e promover inclusão científica”.

Além de ampliar o acesso, o modelo em rede permite otimizar recursos, compartilhar infraestrutura e fortalecer parcerias entre instituições, criando condições para uma ciência mais conectada às realidades locais.

Impacto

A presença da Rede Bionorte em regiões do interior tem potencial para gerar impactos concretos na formação de profissionais e na produção de conhecimento aplicado às demandas locais.

“Quando conseguimos levar ciência e formação de qualidade para o interior, estamos criando condições para que a própria região seja protagonista do seu desenvolvimento”.

A inclusão do IFPA aumentará para 46 o número de instituições partícipes da Rede Bionorte nos nove Estados da Amazônia Legal.
Data: 02/04/2026
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