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Desafio Bioinovação Amazônia busca transformar biodiversidade em negócios sustentáveis de impacto global
Belém, PA - Pesquisadores, empreendedores, lideranças comunitárias e inovadores interessados em desenvolver soluções a partir da biodiversidade amazônica já podem se inscrever no Desafio Bioinovação Amazônia, iniciativa do Idesam com apoio do Bezos Earth Fund, parceria da Penn State University, dos Estados Unidos, e da Emerge Brasil.
O programa pretende transformar conhecimentos associados à biodiversidade amazônica em produtos e negócios inovadores nos setores de alimentos, cosméticos e novos materiais sustentáveis, gerando valor para comunidades tradicionais e cadeias produtivas da floresta.
A iniciativa foi construída a partir de demandas apresentadas por organizações comunitárias parceiras da Amazônia, incluindo a Rede Terra do Meio, no Pará, e a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Coopeacre), envolvendo cadeias produtivas ligadas a espécies como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa.
De acordo com os organizadores, a proposta parte da compreensão de que a Amazônia possui enorme potencial para gerar produtos de alto valor agregado a partir de seus recursos naturais.
“A Amazônia é o maior reservatório de biodiversidade do planeta, mas grande parte das suas matérias-primas ainda é exportada sem valor agregado. O Desafio Bioinovação Amazônia parte de uma convicção central: é possível transformar espécies como andiroba, copaíba, buriti e borracha nativa em produtos de alta performance para mercados globais de cosméticos, alimentos e novos materiais”, explicou Daniel Pimentel, da Emerge.
O programa também busca enfrentar gargalos históricos da bioinovação na região, especialmente a dificuldade de transformar pesquisas e conhecimentos tradicionais em negócios escaláveis e competitivos.
“O principal gargalo é o gap entre a pesquisa científica e o mercado. Temos matérias-primas excepcionais e cientistas competentes, mas poucos mecanismos para transformar conhecimento em produtos validados e negócios escaláveis”, destacou.
Uma das características do projeto é a participação direta das comunidades amazônicas no processo de construção das soluções. De acordo com os organizadores, as populações locais participaram da definição dos desafios e serão beneficiárias diretas das tecnologias desenvolvidas.
“As comunidades não são apenas o contexto do programa — são protagonistas. Elas participaram da definição dos desafios e serão as beneficiárias diretas das tecnologias desenvolvidas”, ressaltou Daniel Pimentel.
O Desafio Bioinovação Amazônia também prevê ações afirmativas voltadas à participação de povos indígenas, quilombolas, extrativistas, comunidades tradicionais e mulheres pesquisadoras. Outro diferencial é que não há exigência de formação acadêmica para participação como Inovador Amazônico, valorizando experiências diretamente ligadas aos territórios e às cadeias da sociobioeconomia.
Além disso, a iniciativa promoverá o pareamento entre 25 Inovadores Amazônicos e 25 especialistas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de diferentes partes do mundo, estimulando a troca de conhecimentos entre ciência, empreendedorismo e saberes da floresta.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo endereço:
https://chamadas.idesam.org/chamada/bioinovacao/
Data: 03/06/2026